No Brasil, a resistência de pragas e patógenos aos produtos químicos continua sendo um grande desafio, especialmente na cultura de grãos como milho e soja, elevando a importância do biocontrole. A lagarta-da-espiga (Spodoptera frugiperda), uma das pragas mais temidas do milho, apresenta resistência a diversos inseticidas sintéticos e até cultivares transgênicas, o que reduz a eficácia do tratamento e exige estratégias de manejo sofisticadas.
Além disso, percevejos-praga como Euschistus heros e Diceraeus furcatus, que atacam soja e milho, mostram redução de sensibilidade a piretroides e neonicotinóides. Na soja, a resistência a fungicidas coloca pressão sobre os principais grupos químicos utilizados no controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). Relatórios recentes do Comitê Brasileiro de Ação à Resistência a Fungicidas identificam mutações em populações imunes a triazóis, estrobilurinas e SDHIs, os três grupos químicos mais usados.
“A resistência a inseticidas e fungicidas aparece por um processo biológico e evolutivo natural. Ela é uma informação genética passada através das gerações. Dentre as principais causas para seu surgimento está a pressão de seleção a campo, quando ocorre o uso repetido do mesmo ingrediente ativo e do mesmo modo de ação; subdosagem ou excesso de aplicações por safra, somados a grandes populações com alta taxa de reprodução”, explica Douglas Schulz Bergmann da Rosa, especialista de Treinamento Agronômico Comercial da Rovensa Next Brasil.
Linha de biocontrole da Rovensa Next vence a resistência
Segundo Douglas Schulz, a linha de biocontrole da Rovensa Next muda completamente o jogo, pois em vez de um único alvo bioquímico, os agentes biológicos atuam por múltiplos mecanismos: antibiose, competição, parasitismo, indução de defesa da planta e ocupação de nicho. “Este combo torna biologicamente inviável o surgimento de resistência”, aponta o especialista de Treinamento Agronômico Comercial da Rovensa Next Brasil.
Os produtos da linha de biocontrole da Rovensa Next mantêm a população da praga ou do patógeno em níveis baixos, reduzindo a quantidade de indivíduos expostos ao químico e, consequentemente, à chance de seleção de mutações resistentes. O resultado é um sistema produtivo mais estável, onde os produtos químicos permanecem eficazes por mais tempo e a pressão evolutiva sobre as pragas e doenças é drasticamente reduzida. “Para ajudar os produtores a vencerem a resistência, a Rovensa Next dispõe de estratégias e do portfólio de biofungicidas e bioinseticidas mais completo do mercado”, informa Schulz.

Linha de biocontrole da Rovensa Next para soja e milho
Row-Vispo
Categoria: Biofungicida
Descrição: apresenta Bacillus subtilis com tecnologia Bioevology®, com ação preventiva e curativa contra doenças fúngicas foliares.
Culturas: indicado para ferrugem da soja e outras doenças foliares importantes em grãos.
Alvos agronômicos: soja (ferrugem e outros fungos foliares).
Trichonext
Categoria: Biofungicida
Descrição: formulação com Trichoderma harzianum, que atua por competição, micoparasitismo e antibiose contra patógenos de solo.
Uso: doenças de solo de difícil controle como mofo-branco (Sclerotinia spp.), Rhizoctonia e Macrophomina.
Culturas: soja e milho (mofo-branco e podridões de solo ocorrem em ambas).
Bovenext
Categoria: Bioinseticida (entomopatogênico)
Descrição: baseado em Beauveria bassiana, atua contra insetos-praga.
Uso: controle de insetos vetores e pragas.
Culturas: soja e milho — especialmente onde pragas como percevejos, cigarrinhas e outros insetos afetam essas culturas.
Metanext
Categoria: Bioinseticida (entomopatogênico)
Descrição: baseado em Metarhizium anisopliae, atua no solo e na fase inicial das pragas.
Uso: controle de pragas de solo e insetos iniciais.
Culturas: milho e soja — útil no controle de insetos que atacam plantas jovens ou vivem no solo.
Prev-Am
Categoria: Bioinseticida/Bioacaricida/Biofungicida de ação rápida.
Descrição: produto multissítio com ação de contato rápida contra insetos, ácaros e doenças; pode ser integrado ao manejo de culturas de grãos.
Culturas: soja e milho — sua ação multissítio é útil no MIP (Manejo Integrado de Pragas) para derrubar picos populacionais de diversas pragas.
Adjuvantes de alta performance para uso com herbicidas
Os exemplos acima citados mostram que no cenário brasileiro de grãos, o combate à resistência química requer uma combinação de rotatividade de princípios ativos, manejo integrado de pragas e doenças, cultivares geneticamente mais resistentes, monitoramento contínuo de populações de pragas e, principalmente, o uso de biossoluções comprovadas para manter a produtividade no longo prazo.
Mas além das pragas e patógenos, o Brasil enfrenta pressões de resistência em outras frentes, como plantas daninhas resistentes ao glifosato, que afetam sistemas de grãos e forçam o uso de produtos químicos com diferentes modos de ação, elevando os custos e a complexidade do manejo fitossanitário. Para melhor eficácia das pulverizações, faz-se necessário adjuvantes que sejam estáveis, antideriva, de rápida absorção e alta performance, como os fornecidos pela Rovensa Next. São produtos à base de óleos essenciais naturais que não agridem a parede cerosa das plantas. Veja dicas completas neste post sobre tecnologia de aplicação.



