As previsões indicam o desenvolvimento de um “Super El Niño”, provavelmente durante o segundo semestre de 2026. Embora sua intensidade final permaneça incerta, a transição esperada das condições de La Niña para El Niño poderá aumentará a variabilidade climática, representando desafios significativos para a agricultura em todo o mundo.
O El Niño altera os padrões de chuva e temperatura globalmente, trazendo seca para algumas regiões e chuvas intensas para outras. Em um contexto de temperaturas globais já elevadas, esses efeitos podem se intensificar, aumentando tanto a escassez de água quanto períodos de chuva extrema.
Para a agricultura, isso cria um desafio duplo: gerenciar tanto o déficit quanto o excesso de água, dependendo da região e do sistema de cultivo.

Brasil: impactos climáticos contrastantes e estratégias de resiliência
Por aqui, o El Niño geralmente leva a padrões climáticos contrastantes, dependendo da área. No Sul, chuvas acima da média aumentam o risco de inundações, saturação do solo e pressão de doenças, enquanto as áreas do Norte e Nordeste frequentemente enfrentam secas e escassez de água. As regiões Centro-Oeste e Sudeste podem sofrer com chuvas irregulares e períodos prolongados de seca, afetando o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas.
Eventos anteriores do El Niño tiveram impactos significativos na agricultura brasileira, incluindo queda na produtividade e na qualidade dos grãos de soja no Sul, devido ao solo encharcado, bem como na segunda safra de milho em áreas de produção importantes, como Mato Grosso e Goiás, onde interrupções nas janelas de plantio e condições de seca durante o estabelecimento levaram a perdas de produtividade superiores a 20%.
Nesse contexto, o fortalecimento da resiliência climática requer uma abordagem integrada que combine sólido manejo agronômico, tomada de decisões baseada no clima e uso de biossoluções inovadoras. Ajustes nos calendários de plantio podem ajudar a reduzir a exposição a condições extremas, ao passo que a seleção de cultivares tolerantes contribui para a estabilidade das culturas na seca, alagamento e pressão de doenças.
As biossoluções desempenham um papel fundamental nesta estratégia. Melhorar a eficiência do uso da água e a disponibilidade hídrica no solo é essencial para manter o metabolismo das plantas em condições de estresse. Isso é favorecido por Transformer Ultra, que ajuda a otimizar o manejo da água e a sustentar a atividade fisiológica. O fortalecimento do desenvolvimento radicular também é crucial, com o Ruter AA promovendo sistemas radiculares mais robustos e o estabelecimento precoce da cultura.
Preparar as culturas antes de condições de estresse é igualmente importante, com o Phylgreen, com Efeito Primactive, ajudando a preparar as plantas contra o estresse oxidativo, e o Pumma, que promove o equilíbrio hídrico celular e a tolerância ao estresse, permitindo que as culturas resistam melhor à seca e ao estresse térmico associados ao El Niño.
México: riscos contrastantes e estratégias de biossoluções direcionadas
No México, o El Niño de 2026 pode gerar impactos diferenciados entre as regiões. De junho a setembro, o lado do Pacífico poderá enfrentar chuvas intensas, riscos de inundações, atrasos nas colheitas e aumento da pressão de pragas e doenças, enquanto a região do Atlântico poderá sofrer com menos tempestades, porém mais destrutivas, afetando as culturas tropicais. As áreas localizadas ao norte também podem sofrer com excesso de radiação e estresse térmico.
No inverno, secas localizadas podem ocorrer após chuvas intensas no Pacífico, afetando as culturas irrigadas e a floração das frutas, enquanto a região do Atlântico poderá enfrentar frentes frias, estresse por baixas temperaturas e salinização costeira. Para lidar com essas condições, as estratégias de biossoluções se concentram na estrutura do solo, no manejo da água, no desenvolvimento das raízes e na resiliência das plantas.
Em condições de excesso de água, soluções como H85, Interaktor e Biomax Solum auxiliam na drenagem do solo, enquanto Rootex Sense e HolobiON, juntamente com Fertigro+, melhoram o desempenho das raízes e o balanço energético. As estratégias foliares incluem Barrier, Phylgreen, MaxiKare, Aminocel, Maxi-Grow NEXT e Delfan Plus, enquanto Konclude, Agro-K e Barrier ajudam a manter o fluxo de água para as folhas e frutos.
O equilíbrio nutricional é garantido por Mainstay Calcio, Mainstay Magnesio, Fertigro Potasio e quelatos da Tradecorp, que ajudam a corrigir desequilíbrios em condições de alta umidade persistente do solo após inundações, onde a biomassa não é reduzida, mas pode ocorrer crescimento vegetativo excessivo, e onde uma abordagem de nutrientes sem nitrogênio se torna particularmente relevante para evitar maior estimulação vegetativa. Florastart, Kelatex Ca+B, Agro-K e Quikon auxiliam na floração, frutificação e crescimento.
Em condições de seca e alta radiação, melhorar a retenção d’água no solo com Transformer, H85, Interaktor e BioMax Solum é fundamental, em combinação com Rootex Sense, HolobiON e Fertigro+. Soluções como Konclude, Luxyva e Quikon auxiliam no desenvolvimento dos frutos, na proteção contra a radiação e na recuperação em situações de estresse, sendo a adaptação local essencial.
Impactos climáticos contrastantes em outras áreas da América Latina
Embora Brasil e México sejam abordados separadamente devido à sua escala e dinâmicas específicas, a seção a seguir cobre os principais impactos esperados no restante da América Latina.
Espera-se que gere diversos impactos em toda a América Latina. No sul da América do Sul, particularmente na Argentina, também existe a possibilidade de condições semelhantes ao La Niña, que são, tipicamente, associadas a chuvas acima da média.
Em toda a região, o El Niño 2026 pode provocar uma combinação de excesso de chuvas, seca, estresse térmico e padrões climáticos irregulares, afetando diretamente o desenvolvimento das culturas, a floração, a produtividade e o desempenho geral das plantas, dependendo das condições locais.
No Chile, a alta pluviosidade combinada com o risco de geada pode causar estresse fisiológico nas culturas cítricas, afetando a floração e a produtividade. No Peru, as altas temperaturas, as chuvas irregulares e o aumento da pressão de pragas podem impactar culturas como mirtilo, manga e citrinos.
Na América Central, as temperaturas mais altas, o aumento da evapotranspiração e a redução das chuvas no Corredor Seco podem criar forte pressão de seca em culturas como milho, feijão, cana-de-açúcar, café e banana, exigindo estratégias focadas na manutenção do crescimento e da resiliência das plantas em condições de estresse hídrico.
Da mesma forma, as áreas costeiras do Equador podem sofrer com excesso de chuvas e alagamentos, afetando, principalmente, as plantações de banana, enquanto as regiões montanhosas podem enfrentar variabilidade de temperatura e estresse abiótico, impactando culturas como batata, abacate e flores.
Na Colômbia, a redução das chuvas, as altas temperaturas e a escassez hídrica podem afetar culturas como banana, flores e abacate, limitando o desenvolvimento das raízes, a disponibilidade de água e o desempenho das culturas.
Para enfrentar esses desafios, as estratégias de biossoluções se concentram em apoiar a resiliência das plantas, o desenvolvimento das raízes, o manejo da água e o equilíbrio fisiológico em condições de estresse. Soluções como o Amiglyn promovem a tolerância ao frio e à desidratação, enquanto o Phylgreen aumenta a ativação metabólica e a resiliência das plantas em diferentes cenários de estresse.
O desenvolvimento das raízes e a absorção de nutrientes são favorecidos pelo Rootex, enquanto o manejo da umidade do solo é reforçado pelo Humistar. A manutenção do crescimento e vigor das plantas em condições adversas é alcançada com o Maxikare, complementado pelo Barrier para fortalecer a estrutura e a resistência da planta.
Em cenários mais específicos, soluções como Florastart, Maxigrow, Fertigro com Brotone e Agro-K promovem o florescimento e o equilíbrio do crescimento, enquanto o Delfan e o Delfan Plus ajudam as plantas a responderem ao estresse. Além disso, Calcio Sprint e Mainstay Ca contribuem para a estabilidade dos tecidos, enquanto Lecitec auxilia na integridade dos tecidos e na qualidade dos frutos, e Suntec ajuda a proteger contra o estresse por radiação e calor.
Uma abordagem preventiva e integrada que combine fortalecimento radicular, manejo hídrico e mitigação do estresse é fundamental para manter a produtividade em condições de El Niño na América Latina.

O papel crescente do biocontrole no Manejo Integrado de Pragas e Doenças
Além do estresse abiótico, as condições do El Niño levam ao aumento da pressão de pragas e doenças, uma vez que as culturas ficam mais vulneráveis à seca, ao calor e aos padrões climáticos erráticos.
Nesse contexto, as soluções de biocontrole estão se tornando um pilar fundamental do manejo sustentável de culturas, desempenhando um papel crucial nos programas de biossoluções da Rovensa Next.
Essas soluções permitem que os agricultores protejam as culturas de forma eficaz, mantendo o equilíbrio ambiental e apoiando a saúde do solo e do ecossistema a longo prazo. A Rovensa Next oferece um amplo portfólio de soluções de biocontrole de alto desempenho, com forte foco em duas categorias estratégicas:
- Os biofungicidas, à base de micro-organismos benéficos ou substâncias naturais, ajudam a prevenir e controlar doenças fúngicas e bacterianas, preservando o equilíbrio ecológico. Soluções como Portento, Ospo Vi55 e Naturdai MIM oferecem atividade preventiva e curativa contra doenças importantes, como oídio e Venturia spp.
- Os bioinseticidas, formulados com microrganismos, extratos vegetais ou substâncias naturais, oferecem controle eficaz de insetos e ácaros em condições adversas. Produtos como PREV-AM, Bio-Neem, Tec-Fort, Tecbom, Santem e Thymic oferecem desempenho confiável, ao mesmo tempo que apoiam estratégias de manejo integrado de pragas.
Essa abordagem holística é essencial em cenários de El Niño, onde múltiplos fatores de estresse interagem e exigem soluções integradas, flexíveis e sustentáveis.
O El Niño de 2026 trará desafios distintos para as Américas, exigindo respostas localizadas. Da gestão da seca à adaptação ao excesso de chuvas, as biossoluções desempenham um papel fundamental para ajudar os agricultores a proteger as colheitas e garantir a resiliência das culturas.
- Para recomendações específicas da sua região, entre em contato com a equipe técnica da Rovensa Next para desenvolver um programa de biossoluções personalizado.
Bibliografia
Figuras:
¹ Figura 1 – Tendências El Niño
https://www.fao.org/el-nino/en/
² Diagrama de resposta ao estresse hídrico
Pesquisas:
¹ BBC Mundo – “Super El Niño” (2026)
https://www.bbc.com/mundo/articles/cvgz4dx1yeno
² BBC News – El Niño e La Niña explicados
https://www.bbc.com/news/articles/cj97npgk92po
³ FAO – El Niño visão geral e impactos
https://www.fao.org/el-nino/en/
⁴ Euronews – Super El Niño e extremos climáticos
https://www.euronews.com/2026/03/31/a-super-el-nino-inside-the-weather-phenomenon-that-could-send-temperatures-soaring
⁵ United Nations University – El Niño em um mundo em aquecimento
https://unu.edu/ehs/article/what-el-nino-and-why-does-it-matter-warming-world
⁶ National Geographic – Impactos do El Niño
https://www.nationalgeographic.com/environment/article/super-el-nino-extreme-weather-climate
⁷ FAO Open Knowledge – Impactos regionais do El Niño
https://openknowledge.fao.org/items/b1c36f0b-a6df-4e3d-83b1-8e6448de6efe
⁸ New York Times – El Niño El Niño e o aquecimento global
https://www.nytimes.com/2026/05/04/climate/el-nino-global-warming.html
⁹ WMO – Visão geral do ENSO (El Niño – Oscilação Sul)
https://wmo.int/topics/el-nino-la-nina



